6 de mai. de 2007
3 de abr. de 2007
25 de mar. de 2007
4 de mar. de 2007
Escrito por
_vitu
at
20:08
3
divagações
3 de mar. de 2007
Dois chocolates, canela, flores e uma boa música

Faz tempo que eu não posto aqui... também não sei o motivo, acho que esqueci um pouco desse espaço pra colocar minhas idéias em prática, ou melhor, em texto...
Acabei de ver Love Actually (Simplesmente Amor) e, se você já tiver assistido, sabe os efeitos que esse filme causa. No meu caso, me atentaram para tais, mas hoje eu insisti em conhecer o conteúdo da referida película. Realmente não é indicado para se assistir longe de casa nem longe de quem se ama, mas, de alguma maneira, ele faz mais, ele permeia a abstração de alguns sentimentos. Não é como Amelie Poulain, mas, ainda assim, tem seus méritos.
No dia do meu aniversário (na verdade antes) eu recebi 5 envelopes, que jugava conter 5 cartas. No entanto, quando os abri, na manhã do dia que, como alguém me falou, era só meu, descobri mais... e eram cartões, eram bilhetes, eram cartas... e eu observava o esmero com que meus pais, meus avós, meus tios, meus primos, minha Anjinha me escreveram. Eu pensei, enquanto lia as referidas linhas - felizmente intermináveis -, que o aniversário é UM dos dias que nós temos pra dar um ânimo a mais na nossa vida, pra ver o quanto somos lembrados / queridos / especiais / únicos e o que somos...
Eu posso tá indo contra o que eu sempre digo, mas não me entenda por mal... todo dia é dia de reinvenção, mudança, análise, mas o aniversário sempre vai ser uma data especial, pelo menos isso acontece comigo. Por exemplo, se gotas de chuva baterem no chão, criarem uma névoa para onde eu esteja olhando pela janela, deixarem o clima mais ameno e me molharem, pra mim isso vai ter um significado bastante peculiar. Só que nesse ano, nem choveu, nem nevou (aconteceu isso no dia anterior)... mas o que me alegrou foi ver o Sol despontando seus raios, aquecendo o ambiente, me fazendo pensar que eu tava aí em Fortaleza. Fiquei feliz com o Sol, isso soa paradoxal pra quem me conhece, e talvez tenha até sido, foi bom...
Vou terminar aqui assim como o filme, com música, com a sensação de que simples palavras precisam ser repetidas diariamente e com entusiasmo...
"Só Deus sabe o que eu faria sem vocês"
Escrito por
_vitu
at
23:35
3
divagações
17 de fev. de 2007
Indie music
Estava ouvindo música numa rádio online um dia desses e escutei uma música do The Magic Numbers, grupo inglês formado por dois casais de irmãos. A melodia é bem interessante e calma. Dá pra escutar na varanda de casa, na chuva, na viagem de carro, até onde sua imaginação quiser continuar...
Com o tempo, a gente aprende a apurar o ouvido pra escutar cada instrumento que compõe o som final, assim, a cada vez ouvimos a música, a gente percebe elementos diferentes e como eles se relacionam durante ela... é uma boa tentar fazer isso nessa faixa, já que a parte dos solos tem uma interação muito boa entre o baixo, a guitarra e a bateria.
Escrito por
_vitu
at
00:55
3
divagações
11 de fev. de 2007
Parte 3

Resolveu tirar sua luva, queria sentir como era pegar na neve. Encheu sua mão, agarrando um bolinho com toda a força, deixando cair ainda aquela massinha branca entre os dedos. Irradiava de descobertas e novas sensações. A neve é fria, é macia, dá vontade de comer. Ficou de pé, parada. Fechou os olhos para sentir os floquinhos tocando-a.
Abriu. Observou vários deles caindo. Estendeu a mão. O que é isso? Alguém? Vejo dedos pequenos, será que não me perderei lá dentro? Animou-se. Ainda há uma esperança... Avistou um floquinho sozinho caindo, acompanhou-o com a mão, querendo pegar aquele pedacinho, pequenino como ela.
Uii, é friiio. Essa gotinha faz cosquinha na mão hihihi... (riu colocando a mão na boca). Agora posso descansar, foi bom de toda forma; encontrei calor em meio à imensidão... Os dedinhos o confortaram bem enquanto ele se desmanchava frente à ternura com que aqueles olhos lhe admiravam. Tinha conseguido ser único, especial, havia um significado em sua existência, mesmo no último instante...
Escrito por
_vitu
at
18:00
2
divagações
25 de jan. de 2007
23 de jan. de 2007
Parte 2

Lá em cima, olhando para trás, o floco de neve observava uma grande mancha branca, a mesma que estaria, em minutos, sedimentada nos telhados das casas que ele via abaixo.
A neve dá uma sensação de tranquilidade, de paz, de que tudo pode ficar homogêneo. Talvez por suavizar os contrastes de cor, de nível, de textura...
Luisa abriu a segunda porta da frente e pode sentir o vento frio em seu rosto. Em pouco tempo, estaria sentindo uma formigação no queixo, como se pequenas agulhas fossem espetando-lhe a pele. No entanto, a sensação de ver a neve caindo superava os empecilhos causados por esta. Uma chuva de flocos finos caindo em câmera lenta.
Alguns dos flocos que havia visto antes já haviam se derretido ou voado pra bem longe. Qual o sentido de eu ser formado e desaparecer em tão pouco tempo? O que poderia fazer de útil enquanto existisse? Posso ser visto como algo importante, incomum no tempo, mas há tantos de mim, como irão me ver unicamente?
Quanto mais neve caia, mais Luisa ficava admirada. De perto, seus olhos castanhos, claros como mel recém-tirado da colmeia, eram pintados por pequeninas manchas brancas que passavam pela íris, de cima a baixo. Ela saiu da coberta e foi para o lado de sua bicicleta rosa, ficou olhando pra cima... Que gosto tem a neve? Institivamente, abriu a boca e colocou a língua pra fora, provando a água gelada que se formava nela.
Ele não queria chegar ao chão e ser mais um frente aos morros brancos que se acumulavam, muito menos ser pisoteado por botas de borracha que riscavam o chão com suas saliências. Queria um destino melhor, mas estava chegando perto de esvair-se do mundo. Não possuía impulso nem vontade próprios. O vento lhe arrastava para os lados e para baixo. Nem ao menos uni-me a nenhum outro floco para trocar uma idéia. Chegaria ao chão como mais um...
Ao ver um morro na frente de casa, Luisa correu e, como se quisesse abarcá-lo com suas pequenas mãos protegidas por luvas, pulou de frente, caindo suavemente e sentindo o peso do corpo projetar seu contorno na neve. Saiu correndo e pulando mais vezes, em cima de outros morrinhos, ou então somente pulando com as mãos pra cima, como que querendo guardar os flocos para si. O sorriso, deixando à mostra seus dentinhos superiores, refletia o espírito daquela criança brincando em meio ao que homem não pode captar, só sentir: a felicidade.
Deixou-se desfalecer. Quase já não sentia emoção em ver mais de perto as árvores e as cores que eram tão pequenas quando nasceu.
cain
do
pra esquerda...
Escrito por
_vitu
at
15:28
3
divagações
21 de jan. de 2007
Parte 1
Lá em cima, a umidade promovia a união de pequenas gotículas de água espalhadas pela imensidão do céu. A temperatura estava mais baixa àquela altura e pequenos flocos de neve começavam a se formar e se precipitar por entre as nuvens, por vezes unindo-se a outros e formando bloquinhos maiores.
Ao contemplar de cima a vista de tudo que compunha a cidade, um floco de neve começou a refletir, enquanto caia, sobre a brevidade de sua existência. Inúmeros seriam o empecilhos até chegar ao chão: pouca umidade, um raio de sol, o vento desagregando-o em partes menores e mais fáceis de derreter...
No entanto, não era só ele a pensar sobre o que poderia acontecer. Diversos outros flocos de neve também caiam, desejando isso ou não... O futuro de todos era fadado quase à mesma coisa.
Luisa abriu os olhos, levantou-se e espiou através da janela fechada pelas cortinas horizontais cor bege. Pareceu-lhe que de alguma forma não havia acordado ainda, pois o que via era a neve se formando em cima dos carros estacionados na rua, no chão e até nas plantas que ela plantara no verão, no vaso ao lado de sua bicicleta rosa. Ao encostar seu rosto no vidro, tornou suas bochechas mais rosadas, reiterando sua silhueta de criança.
Ela juntou então suas pantufas, e foi ao armário. Agasalhe-se devidamente quando for sair. Vestiu um moleton cinza escuro com capuz, mas seus cabelos encontraram proteção no gorro amarelo que ganhara de presente de sua mãe. Colocando o cachecol de pano ao redor de seu pescoço, saiu furtivamente, sem dar motivos para seus pais acordarem...
Escrito por
_vitu
at
13:17
4
divagações
20 de jan. de 2007
13 de jan. de 2007
Dia Especial
Lembro de uma vez que eles tavam fazendo aniversário de casamento e a gente foi jantar na Família Giuliano. Eu, inicialmente não querendo ir com o propósito de deixá-los a sós, rapidamente mudei de idéia quando minha mãe me chamou pra ir pela segunda vez... eu queria era tá perto deles e comer bem hehehehe =P (o que pode ser ainda mais evidenciado quando eu me incluía nos jantares de trabalho do meu pai em que ele levava minha mãe... comida boa era garantida no restaurante que eles iam).
Se a nossa família hoje é tão legal, divertida, unida e íntegra é porque isso foi fruto da união dessas duas pessoinhas aí de cima: Tatai e Mamãe. Tem também logicamente as nossas famílias que influenciaram de várias formas louváveis, mas eu vou ser egoísta e quero dar os méritos todinhos pros meus pais, como filho babão que eu sou =P
À eles eu devo a minha educação, o meu conhecimento, os meus esforços, os meus princípios e a vida que eu tenho =)
Beijão pra vocês e eu amo vocês dois DEMAIS !!
Assim como eu sou único pra vocês, vocês são únicos pra mim =)
Parabéns pra vocês =D
Victor
p.s.: Eu encontrei a música de vocês dois pra vocês ouvirem no final do post =P
Escrito por
_vitu
at
14:54
5
divagações
11 de jan. de 2007
Um dia após o outro...
Pra minha decepção, quando eu acordei não havia neve, mas sim um sol que começava a ensolarar o dia... fiquei pedindo à Deus que ele mudasse o tempo pelo menos pra chuva, pra eu conseguir encarar o dia de hoje. Razão: texto mal lido pra aula de Engenharia de Software e uma reunião com o Dr. Horse. Culpado: Dan Brown, autor de O Código da Vinci, livro o qual não consigo largar uma vez que pego pra ler.
A minha única aula até que foi boa, a matéria eu já vi na cadeira de Inteligência Artificial na faculdade (tava me perguntando um dia desses se Mestrado ainda é época de "faculdade" ou é algo mais complexo e "velho" =P). Já tem homework pra fazer, ou seja, é bom terminar de ler o livro logo hehehehe...
No almoço, lá tava eu com ele na engenharia.. nós 3: eu, fettucini alfredo com brócolis e o Código da Vinci. O relógio era um mero coadjuvante tentando em vão alertar que tava perto da hora de me encontrar com o Dr. Horse e que eu devia ensaiar o que ia falar, pois era a primeira reunião da pesquisa...
Saí da engenharia, peguei um frio danado de bom mais um vento que faz tremer a espinha (sim, Deus me atendeu, o dia ficou nublado aqui...) e fui pro laboratório, imprimi um texto, ensaiei alguma coisa pra falar pro Dotô e fui pra sala dele.
Reunião tranquila, me senti à vontade falando com ele, bem informalmente e eu senti que as coisas tão melhorando, como se a gente tivesse trabalhando junto e ele tivesse me supervisionando (isso é meio óbvio pra uma pesquisa, mas não era até agora em se tratando de Dr. Horse). No final já tava até perguntando se ele tinha ido pra América do Sul, se a mulher dele tinha gostado da toalha de renassaince (de renda) que eu tinha dado (que pediu a ele pra me agradecer pelo presente), enfim, algo bem mais descontraído... lembrei imediatamente do Cláudio Gomes, professor de Matemática que tinha fama de ser bruto. Tinha um professor de português no mesmo ano que ensinou a gente a amansar a fera e pensei que eu também tô fazendo isso...
Depois fui deixar outra toalha pra uma secretária da computação e ficamos conversando um bom tempo, sobre família, mercado de trabalho e coisas afins... até dar a hora de ir pra uma palestra de um candidato a professor do departamento. Palestra chata, slides não legíveis e sotaque chinês: acho que o palestrante, Dr. Xixi Wang, deveria ter pensado em uma forma melhor de apresentar a proposta dele...
Acabou a palestra, peguei o ônibus, enfrentei o frio, voltei pra casa, fiquei falando com a Ju, minha mãe e me inteirando das notícias da terrinha...
Fazia tempo que eu não falava com o Dalla e o Adilton, foi bom falar com eles também... =D
Agora de noite esfriou tanto que já tá caindo uns floquinhos muito pequenos de neve misturados com uma chuva fina.
Temperatura nominal: -9 celsius
Sensação térmica: Frigorífico, digo, -18 celsius
Previsão pra amanhã: máxima de -7 celsius
Bom dia pra vocês amanhã e aproveitem que é sexta =)
Escrito por
_vitu
at
22:12
5
divagações
7 de jan. de 2007
Cheguei de novo
Depois de quase um mês sem pisar por aqui, por motivos óbvios (estava na terrinha em volta da família, namorada e amigos), chego à terra do outro lado do mundo, no meio do nada, só com campos de milho por perto...
A saudade bateu ontem assim que eu cheguei aqui em casa e hoje, mais forte... fui à missa pra agradecer pela viagem ter sido tranquila, por ter chegado bem e por todo mundo aí estar bem... Eu sei que saudade é normal de se sentir e pedi à Ele que ela seja saudável e que a amostra de carinho e força que todos me deram - e sempre demonstram pra mim - seja o fato que me motive e me dê coragem pra enfrentar essa distância física...
É como minha tia disse pra mim: "Faça do limão, uma limonada" e é com esse pensamento que eu vou enfrentando o dia-a-dia por aqui...
Abraços pra quem passa =)
Victor
Escrito por
_vitu
at
12:40
2
divagações
11 de dez. de 2006
Alora
6h42 da manhã aqui em Lincoln e eu ainda acordado =P Motivo? Última semana de aulas/provas/trabalhos, ou seja, de tudo... o sol ainda não raiou e eu vou ficar estudando até aguentar...
Post escassos? Definitivamente, é porque o mar não tá pra peixe e o tempo ruge...
Escrito por
_vitu
at
04:39
2
divagações
29 de nov. de 2006
Chuva
Hoje (dias atrás) o dia foi nublado aqui, desde manhã - ou quase tarde - já que eu acordei perto de meio dia... Quando eu vim pro computador eu pensei em fazer um post sobre chuva e comecei a ver se lembrava de músicas que tratavam de chuva e, pra minha surpresa, lembrei-me de muitas delas...
Chuva ou sol? Chuva, com certeza - desde pequeno. Acho que pelo meu ar introspectivo quando mais novo, por sentir algo de novo na chuva, um aconchego, um momento proprício para um borbulhar de pensamentos, de lembranças, de ficar olhando pro tempo...
Tomar banho de chuva é melhor ainda... quando eu era pequeno, qualquer sereno era desculpa pra eu botar minha capa de chuva e ir pro colégio com ela, me sentindo todo importante (não me perguntem o porquê). Eu ficava feliz, não importasse o que tava sentindo, se eu olhava pro céu e via nuvens carregadas com água, a precipitar a qualquer momento e em qualquer lugar. Era como se o dia se tornasse mais dia, como se não importasse o que eu fizesse, mas o céu estaria sempre ali, nublado, pra me alegrar.
Quando resolver chover aqui, eu escrevo mais sobre isso. Vou ficar no quarto ou na varanda observando o tempo e sendo molhado pelos pingos de chuva.
Escrito por
_vitu
at
17:47
4
divagações
11 de nov. de 2006
Músicas

Como os compositores fazem músicas que tratam de sentimentos tão amplos, de situações tão variadas?
Sentem eles todas essas sensações?
São as músicas gritos de dor, de alegria, de esperança, de vida que existem dentro deles?
Se sim, como que eles conseguem viver com tudo isso e transformar isso somente em música?
Será a vida de músicos tornada artificial pela fama?
O que sentem tais corações?
Escrito por
_vitu
at
09:42
3
divagações
10 de nov. de 2006
Hoje eu vi grama verdinha, que nunca mais tinha visto, parecia que tava molhada.
Hoje eu vi um esquilo correndo pelo parapeito das janelas.
A fonte da Union foi desligada.
As pedras da fonte continuam imponentes céu acima, mas a água vai diminuindo de nível.
Eu vi novos ângulos de fotos hoje. Da Union, das folhas verdes e vermelhas das plantas....
Eu vou voltar pelo mesmo caminho de ontem, mas, dessa vez, com máquina.
Não nevou,
Não voltei pelo mesmo canto,
Não peguei a máquina,
Só fez frio...
Escrito por
_vitu
at
12:33
2
divagações
Sonhos
Teve um dia que eu sonhei que tava numa praia, era de tardezinha pra de noite.
Tinha uma casinha feita de madeira com telhado do mesmo material ou de telha avermelhada.
Na areia havia uns matos verdes ao redor da casa.
Ela ficava no alto de um morro um metro e meio acima da água, e não muito longe da beira do mar.
Anoitecia e a areia ganhava um tom de azul, iluminada pela parcialidade que a Lua aparecia no céu, entre nuvens azuladas num tom pra branco também.
Acho que tinha uma lamparina dentro da casa, que só tinha um cômodo.
Tinha uma janela com uma cortina de pano transparente branco.
Tinha uma cama com colcha branca.
Ah, lembrei.. o telhado, se tinha, era transparente também de alguma forma, porque eu deitava na cama e conseguia ver as estrelas no céu.
Ao pisar na areia, eu a sentia gelada, mas confortável ao mesmo tempo em que ela se moldava à força que meus pés faziam nela.
Por que não chuva também?
E agora eu mudo de ambiente.
Não tô mais na praia, tô na serra.
Quando olho pra frente, vejo uma paisagem escura e com uma serração impedindo-me de ver muito além.
Eu tô em cima de um barranco, perto de uma Igreja.
Na verdade isso não é sonho, eu lembro de ter estado lá.
Lembro da mesma serração invadindo a casa do meio do mato em que eu fiquei durante a Semana Santa.
Frio na serra sempre me lembrou e vai me lembrar de comer fondue.
Sempre vai me lembrar de tomar vinho, tirando gosto com queijos.
Já me perdi nos sonhos.
Eu já consegui compor uma poesia à beira da praia, enquanto conversava com meu primo.
Queria ter escrito num papel pra poder lembrar, acho que ficou boa.
Eu já fiz uma viagem pro interior.
Lá em cima do morro tinha um restaurante.
Ia com meus pais, meus avós.
O Vovô dirigindo o jipe bege dele.
Eu e meus primos sentados na parte de trás naqueles assentos de almofadas recobertas com plástico com detalhes vermelhos - ou verdes.
A pedida era sempre guaraná Wolga.
A gente pedia peixe assado pra comer.
Enquanto isso, eu ficava descalço e atravessava o tablado branco sob as pedras, pisava na terra e seguia um caminho que dava na bica.
Lá em cima tinha outra parte do restaurante, mas eu nunca fui.
No começo eu não subia nas pedras pra chegar na bica, mas depois me aventurei.
Gostava quando ia com meu pai e o Vovô.
O Vovô com aquele short de banho azul escuro que tantas vezes eu vi usar junto da Bá.
Cada pedra era uma forma diferente de pisar.
As pedras eram escuras, cinzas, o lodo, verde.
Quando a gente chegava na base da bica, podia sentir os respingos de água, aquela névoa que se espalha depois que a água bate nas pedras.
Olhava pro alto, tentava ir lá pra cima.
Imaginava como era a bica de cima.
A água era extremamente gelada.
Meu pai logo me molhava e ficávamos jogando água um no outro.
A areia era diferente.
Eu trouxe uma vez pra Fortaleza num saco plástico.
Parecia um cascalho bem fino.
Eu tinha medo de ficar bem embaixo da água da bica.
Tinha receio de cair no chão quando ela me atingisse.
Mas era bom que só depois que eu não sentia mais a água gelada.
A bica foi minguando.
Não sei como tá hoje.
Espero que esteja com alguma água.
Vou dormir.
Espero pela chuva de amanhã e, com sorte, pelos flocos de neve que cairão por cima das folhas que estão no chão.
Escrito por
_vitu
at
01:23
2
divagações
9 de nov. de 2006
Autumn leaves {folhas do Outono}

Eu tava no caminho da aula hoje, a pé e ouvindo música, quando dobrei depois do CBA pra seguir em frente pro Avery Hall. Nessa hora eu vi um grupo de crianças que visitavam a exposição de artes plásticas em um museu da universidade. Elas posavam para uma foto na escada, segurando alguma sacolinha que ignorei, porque vi algo que merecia uma foto:
Em dias normais, as copas das árvores entrelaçam-se e projetam uma sombra completa. O chão hoje tava parecido com esse, coberto de folhas secas dessas árvores, algumas folhas paradas no chão, outras caindo ainda dos galhos, outras agitadas pelo vento... a entrada do bloco não era vista, havia um tapete de folhas cobrindo tudo, na extensão completa do calçamento, da grama de um lado, à grama do outro lado...
Pode ter sido estranho, podem ter achado que eu era louco, mas eu não ligo, eu saí chutando as folhas e começei a rir, a andar mais devagar, só faltava me deitar lá... fiquei olhando pra cima pra ver o céu entre as folhas restantes.. eu queria estar com uma bendita máquina fotográfica, mas num tava... fica guardado na minha mente pelo menos... não sei se foi psicológico, mas sair arrastando os pés - mesmo calçados - pelas folhas me deu uma sensação de paz, de leveza... [e ontem achei a maior graça quando vi os esquilos subindo nas árvores e pulando dos galhos de uma árvore para os de outra.
A empolgação foi tanta que eu voltei pelo mesmo caminho quando vim pra casa, só pra chutar as folhas de volta...
Quem sabe amanhã eu não levo um banho de chuva no caminho pra aula ? =D
Abraços pra quem passa...
Escrito por
_vitu
at
18:57
2
divagações







