21 de jan. de 2007

Parte 1


O tempo estava frio, ainda era cedo da manhã. O sol timidamente ameaçava raiar, mas encontrava-se encoberto por nuvens, deixando somente entrever uma tonalidade azulada que coloria as ruas e as árvores da cidade de uma só cor.

Lá em cima, a umidade promovia a união de pequenas gotículas de água espalhadas pela imensidão do céu. A temperatura estava mais baixa àquela altura e pequenos flocos de neve começavam a se formar e se precipitar por entre as nuvens, por vezes unindo-se a outros e formando bloquinhos maiores.

Ao contemplar de cima a vista de tudo que compunha a cidade, um floco de neve começou a refletir, enquanto caia, sobre a brevidade de sua existência. Inúmeros seriam o empecilhos até chegar ao chão: pouca umidade, um raio de sol, o vento desagregando-o em partes menores e mais fáceis de derreter...

No entanto, não era só ele a pensar sobre o que poderia acontecer. Diversos outros flocos de neve também caiam, desejando isso ou não... O futuro de todos era fadado quase à mesma coisa.

Luisa abriu os olhos, levantou-se e espiou através da janela fechada pelas cortinas horizontais cor bege. Pareceu-lhe que de alguma forma não havia acordado ainda, pois o que via era a neve se formando em cima dos carros estacionados na rua, no chão e até nas plantas que ela plantara no verão, no vaso ao lado de sua bicicleta rosa. Ao encostar seu rosto no vidro, tornou suas bochechas mais rosadas, reiterando sua silhueta de criança.

Ela juntou então suas pantufas, e foi ao armário. Agasalhe-se devidamente quando for sair. Vestiu um moleton cinza escuro com capuz, mas seus cabelos encontraram proteção no gorro amarelo que ganhara de presente de sua mãe. Colocando o cachecol de pano ao redor de seu pescoço, saiu furtivamente, sem dar motivos para seus pais acordarem...

20 de jan. de 2007

Fotos...


...Um dia eu ainda tiro foto tipo assim...


[Tina Turner - We Don't Need Another Hero]



13 de jan. de 2007

Dia Especial

Hoje é um dia especial, pelo menos pra nós lá de casa... Meus pais tão fazendo aniversário de casamento hoje, 24 anos, dos quais presencio quase 22. A gente sempre teve um bom relacionamento, estando próximos os três, fazendo programas juntos e vivendo no mesmo teto. Ano passado isso mudou um pouco porque meu pai foi trabalhar fora e eu vim pra cá pra fazer Mestrado. Minha mãe ficou a habitar lá em casa fisicamente sozinha, mas de vez em quando "faz excursão lá pro lado dos mato" onde meu pai trabalha =P Eu falei, no início dessa mudança, que a distância nem sempre separa, e comprovei que eu estava certo. Ano passado a gente cresceu bastante como família, mais do que havia ocorrido em anos anteriores (e vocês dois sabem como).

Lembro de uma vez que eles tavam fazendo aniversário de casamento e a gente foi jantar na Família Giuliano. Eu, inicialmente não querendo ir com o propósito de deixá-los a sós, rapidamente mudei de idéia quando minha mãe me chamou pra ir pela segunda vez... eu queria era tá perto deles e comer bem hehehehe =P (o que pode ser ainda mais evidenciado quando eu me incluía nos jantares de trabalho do meu pai em que ele levava minha mãe... comida boa era garantida no restaurante que eles iam).

Se a nossa família hoje é tão legal, divertida, unida e íntegra é porque isso foi fruto da união dessas duas pessoinhas aí de cima: Tatai e Mamãe. Tem também logicamente as nossas famílias que influenciaram de várias formas louváveis, mas eu vou ser egoísta e quero dar os méritos todinhos pros meus pais, como filho babão que eu sou =P

À eles eu devo a minha educação, o meu conhecimento, os meus esforços, os meus princípios e a vida que eu tenho =)

Beijão pra vocês e eu amo vocês dois DEMAIS !!

Assim como eu sou único pra vocês, vocês são únicos pra mim =)

Parabéns pra vocês =D

Victor

p.s.: Eu encontrei a música de vocês dois pra vocês ouvirem no final do post =P

[Dalva de Oliveira - Carinhoso(Pixinguinha)]

11 de jan. de 2007

Um dia após o outro...

Nada como isso... acordei hoje de uma forma meio estranha... estava eu no meu vigésimo segundo sono e eis que ouço o Leonardo falar em nevasca, imediatamente meu sonho se transforma em eu acordando aqui no quarto e olhando pra janela, onde só se via neve caindo e em cima dos carros, uma tempestade basicamente. Em seguida, olhava pro chão e via neve - sim, parecia teto furado ou então era gesso descascando =P ... o chão tava branco...

Pra minha decepção, quando eu acordei não havia neve, mas sim um sol que começava a ensolarar o dia... fiquei pedindo à Deus que ele mudasse o tempo pelo menos pra chuva, pra eu conseguir encarar o dia de hoje. Razão: texto mal lido pra aula de Engenharia de Software e uma reunião com o Dr. Horse. Culpado: Dan Brown, autor de O Código da Vinci, livro o qual não consigo largar uma vez que pego pra ler.

A minha única aula até que foi boa, a matéria eu já vi na cadeira de Inteligência Artificial na faculdade (tava me perguntando um dia desses se Mestrado ainda é época de "faculdade" ou é algo mais complexo e "velho" =P). Já tem homework pra fazer, ou seja, é bom terminar de ler o livro logo hehehehe...

No almoço, lá tava eu com ele na engenharia.. nós 3: eu, fettucini alfredo com brócolis e o Código da Vinci. O relógio era um mero coadjuvante tentando em vão alertar que tava perto da hora de me encontrar com o Dr. Horse e que eu devia ensaiar o que ia falar, pois era a primeira reunião da pesquisa...

Saí da engenharia, peguei um frio danado de bom mais um vento que faz tremer a espinha (sim, Deus me atendeu, o dia ficou nublado aqui...) e fui pro laboratório, imprimi um texto, ensaiei alguma coisa pra falar pro Dotô e fui pra sala dele.

Reunião tranquila, me senti à vontade falando com ele, bem informalmente e eu senti que as coisas tão melhorando, como se a gente tivesse trabalhando junto e ele tivesse me supervisionando (isso é meio óbvio pra uma pesquisa, mas não era até agora em se tratando de Dr. Horse). No final já tava até perguntando se ele tinha ido pra América do Sul, se a mulher dele tinha gostado da toalha de renassaince (de renda) que eu tinha dado (que pediu a ele pra me agradecer pelo presente), enfim, algo bem mais descontraído... lembrei imediatamente do Cláudio Gomes, professor de Matemática que tinha fama de ser bruto. Tinha um professor de português no mesmo ano que ensinou a gente a amansar a fera e pensei que eu também tô fazendo isso...

Depois fui deixar outra toalha pra uma secretária da computação e ficamos conversando um bom tempo, sobre família, mercado de trabalho e coisas afins... até dar a hora de ir pra uma palestra de um candidato a professor do departamento. Palestra chata, slides não legíveis e sotaque chinês: acho que o palestrante, Dr. Xixi Wang, deveria ter pensado em uma forma melhor de apresentar a proposta dele...

Acabou a palestra, peguei o ônibus, enfrentei o frio, voltei pra casa, fiquei falando com a Ju, minha mãe e me inteirando das notícias da terrinha...

Fazia tempo que eu não falava com o Dalla e o Adilton, foi bom falar com eles também... =D

Agora de noite esfriou tanto que já tá caindo uns floquinhos muito pequenos de neve misturados com uma chuva fina.

Temperatura nominal: -9 celsius
Sensação térmica: Frigorífico, digo, -18 celsius

Previsão pra amanhã: máxima de -7 celsius

Bom dia pra vocês amanhã e aproveitem que é sexta =)

[U2 - The Ground Beneath Her Feet]

7 de jan. de 2007

Cheguei de novo

Depois de quase um mês sem pisar por aqui, por motivos óbvios (estava na terrinha em volta da família, namorada e amigos), chego à terra do outro lado do mundo, no meio do nada, só com campos de milho por perto...

A saudade bateu ontem assim que eu cheguei aqui em casa e hoje, mais forte... fui à missa pra agradecer pela viagem ter sido tranquila, por ter chegado bem e por todo mundo aí estar bem... Eu sei que saudade é normal de se sentir e pedi à Ele que ela seja saudável e que a amostra de carinho e força que todos me deram - e sempre demonstram pra mim - seja o fato que me motive e me dê coragem pra enfrentar essa distância física...

É como minha tia disse pra mim: "Faça do limão, uma limonada" e é com esse pensamento que eu vou enfrentando o dia-a-dia por aqui...

Abraços pra quem passa =)

Victor

11 de dez. de 2006

Alora

6h42 da manhã aqui em Lincoln e eu ainda acordado =P Motivo? Última semana de aulas/provas/trabalhos, ou seja, de tudo... o sol ainda não raiou e eu vou ficar estudando até aguentar...

Post escassos? Definitivamente, é porque o mar não tá pra peixe e o tempo ruge...

29 de nov. de 2006

Chuva

Hoje (dias atrás) o dia foi nublado aqui, desde manhã - ou quase tarde - já que eu acordei perto de meio dia... Quando eu vim pro computador eu pensei em fazer um post sobre chuva e comecei a ver se lembrava de músicas que tratavam de chuva e, pra minha surpresa, lembrei-me de muitas delas...


Chuva ou sol? Chuva, com certeza - desde pequeno. Acho que pelo meu ar introspectivo quando mais novo, por sentir algo de novo na chuva, um aconchego, um momento proprício para um borbulhar de pensamentos, de lembranças, de ficar olhando pro tempo...

Tomar banho de chuva é melhor ainda... quando eu era pequeno, qualquer sereno era desculpa pra eu botar minha capa de chuva e ir pro colégio com ela, me sentindo todo importante (não me perguntem o porquê). Eu ficava feliz, não importasse o que tava sentindo, se eu olhava pro céu e via nuvens carregadas com água, a precipitar a qualquer momento e em qualquer lugar. Era como se o dia se tornasse mais dia, como se não importasse o que eu fizesse, mas o céu estaria sempre ali, nublado, pra me alegrar.

Quando resolver chover aqui, eu escrevo mais sobre isso. Vou ficar no quarto ou na varanda observando o tempo e sendo molhado pelos pingos de chuva.

[Billy Myers - Kiss the Rain]

11 de nov. de 2006

Músicas


Como os compositores fazem músicas que tratam de sentimentos tão amplos, de situações tão variadas?
Sentem eles todas essas sensações?
São as músicas gritos de dor, de alegria, de esperança, de vida que existem dentro deles?
Se sim, como que eles conseguem viver com tudo isso e transformar isso somente em música?
Será a vida de músicos tornada artificial pela fama?
O que sentem tais corações?

Música... tudo e sempre...


(inspirado pela Ju)

10 de nov. de 2006

Hoje eu vi grama verdinha, que nunca mais tinha visto, parecia que tava molhada.
Hoje eu vi um esquilo correndo pelo parapeito das janelas.
A fonte da Union foi desligada.
As pedras da fonte continuam imponentes céu acima, mas a água vai diminuindo de nível.
Eu vi novos ângulos de fotos hoje. Da Union, das folhas verdes e vermelhas das plantas....
Eu vou voltar pelo mesmo caminho de ontem, mas, dessa vez, com máquina.

-------------------------------------------------------------------------------
Não choveu,
Não nevou,
Não voltei pelo mesmo canto,
Não peguei a máquina,
Só fez frio...

Sonhos

Teve um dia que eu sonhei que tava numa praia, era de tardezinha pra de noite.
Tinha uma casinha feita de madeira com telhado do mesmo material ou de telha avermelhada.
Na areia havia uns matos verdes ao redor da casa.
Ela ficava no alto de um morro um metro e meio acima da água, e não muito longe da beira do mar.
Anoitecia e a areia ganhava um tom de azul, iluminada pela parcialidade que a Lua aparecia no céu, entre nuvens azuladas num tom pra branco também.
Acho que tinha uma lamparina dentro da casa, que só tinha um cômodo.
Tinha uma janela com uma cortina de pano transparente branco.
Tinha uma cama com colcha branca.
Ah, lembrei.. o telhado, se tinha, era transparente também de alguma forma, porque eu deitava na cama e conseguia ver as estrelas no céu.
Ao pisar na areia, eu a sentia gelada, mas confortável ao mesmo tempo em que ela se moldava à força que meus pés faziam nela.
Por que não chuva também?
E agora eu mudo de ambiente.
Não tô mais na praia, tô na serra.
Quando olho pra frente, vejo uma paisagem escura e com uma serração impedindo-me de ver muito além.
Eu tô em cima de um barranco, perto de uma Igreja.
Na verdade isso não é sonho, eu lembro de ter estado lá.
Lembro da mesma serração invadindo a casa do meio do mato em que eu fiquei durante a Semana Santa.
Frio na serra sempre me lembrou e vai me lembrar de comer fondue.
Sempre vai me lembrar de tomar vinho, tirando gosto com queijos.
Já me perdi nos sonhos.
Eu já consegui compor uma poesia à beira da praia, enquanto conversava com meu primo.
Queria ter escrito num papel pra poder lembrar, acho que ficou boa.
Eu já fiz uma viagem pro interior.
Lá em cima do morro tinha um restaurante.
Ia com meus pais, meus avós.
O Vovô dirigindo o jipe bege dele.
Eu e meus primos sentados na parte de trás naqueles assentos de almofadas recobertas com plástico com detalhes vermelhos - ou verdes.
A pedida era sempre guaraná Wolga.
A gente pedia peixe assado pra comer.
Enquanto isso, eu ficava descalço e atravessava o tablado branco sob as pedras, pisava na terra e seguia um caminho que dava na bica.
Lá em cima tinha outra parte do restaurante, mas eu nunca fui.
No começo eu não subia nas pedras pra chegar na bica, mas depois me aventurei.
Gostava quando ia com meu pai e o Vovô.
O Vovô com aquele short de banho azul escuro que tantas vezes eu vi usar junto da Bá.
Cada pedra era uma forma diferente de pisar.
As pedras eram escuras, cinzas, o lodo, verde.
Quando a gente chegava na base da bica, podia sentir os respingos de água, aquela névoa que se espalha depois que a água bate nas pedras.
Olhava pro alto, tentava ir lá pra cima.
Imaginava como era a bica de cima.
A água era extremamente gelada.
Meu pai logo me molhava e ficávamos jogando água um no outro.
A areia era diferente.
Eu trouxe uma vez pra Fortaleza num saco plástico.
Parecia um cascalho bem fino.
Eu tinha medo de ficar bem embaixo da água da bica.
Tinha receio de cair no chão quando ela me atingisse.
Mas era bom que só depois que eu não sentia mais a água gelada.
A bica foi minguando.
Não sei como tá hoje.
Espero que esteja com alguma água.
Vou dormir.
Espero pela chuva de amanhã e, com sorte, pelos flocos de neve que cairão por cima das folhas que estão no chão.

9 de nov. de 2006

Autumn leaves {folhas do Outono}


Eu tava no caminho da aula hoje, a pé e ouvindo música, quando dobrei depois do CBA pra seguir em frente pro Avery Hall. Nessa hora eu vi um grupo de crianças que visitavam a exposição de artes plásticas em um museu da universidade. Elas posavam para uma foto na escada, segurando alguma sacolinha que ignorei, porque vi algo que merecia uma foto:

Em dias normais, as copas das árvores entrelaçam-se e projetam uma sombra completa. O chão hoje tava parecido com esse, coberto de folhas secas dessas árvores, algumas folhas paradas no chão, outras caindo ainda dos galhos, outras agitadas pelo vento... a entrada do bloco não era vista, havia um tapete de folhas cobrindo tudo, na extensão completa do calçamento, da grama de um lado, à grama do outro lado...

Pode ter sido estranho, podem ter achado que eu era louco, mas eu não ligo, eu saí chutando as folhas e começei a rir, a andar mais devagar, só faltava me deitar lá... fiquei olhando pra cima pra ver o céu entre as folhas restantes.. eu queria estar com uma bendita máquina fotográfica, mas num tava... fica guardado na minha mente pelo menos... não sei se foi psicológico, mas sair arrastando os pés - mesmo calçados - pelas folhas me deu uma sensação de paz, de leveza... [e ontem achei a maior graça quando vi os esquilos subindo nas árvores e pulando dos galhos de uma árvore para os de outra.

A empolgação foi tanta que eu voltei pelo mesmo caminho quando vim pra casa, só pra chutar as folhas de volta...

Quem sabe amanhã eu não levo um banho de chuva no caminho pra aula ? =D

Abraços pra quem passa...

8 de nov. de 2006

Porque a vida não é feita de "quase"

Primeiro, porque o caminho trilhado até alcançar o objetivo é o que nos amadurece, nos muda a opinião, nos marca com erros, nos dá idéias de novas metas a buscar...

Segundo, porque "sem emoção, num tem graça" (by me) e por mais que as dificuldades sejam grandes, não há sentimento melhor do que o que é sentido após elas serem superadas e a satisfação sentida por isso ter acontecido através de méritos próprios...

Terceiro, porque o quase não é o todo. Se o quase fosse bom, não adiantaria buscar o todo se o quase já é bom...
"If today was perfect, there would be no tomorrow"
"Se o hoje fosse perfeito, não existiria o amanhã"

4 de nov. de 2006

3 de nov. de 2006


Essa foto foi sábado passado... eu tava indo à missa e também fui devolver a máquina fotográfica. No caminho, feito de bicicleta, parei no Oak Lake, que é um lago perto daqui - e que é um dos poucos a congelar no inverno, leia-se patinar no gelo em Janeiro ou Fevereiro - me deparei com essas árvores e resolvi tirar uma foto. Deixo à vocês o julgamento da mesma. Pra vê-la maior, é só clicar nela.

Procurei o significado dessa música da Sheryl Crow chamada Run, Baby Run, mas não encontrei, sugestões serão bem-vindas...

She was born in November 1963
The day Aldous Huxley died
And her mama believed
That every man could be free
So her mama got high, high, high
And her daddy marched on Birmingham
Singing mighty protest songs
And he pictured all the places
That he knew that she belonged
But he failed and taught her young
The only thing she's need to carry on
He taught her how to

Run baby run baby run baby run
Baby run

Past the arms of the familiar
And their talk of better days
To the comfort of the strangers
Slipping out before they say
so long
Baby loves to run

She counts out all her money
In the taxi on the way to meet her plane
Stares hopeful out the window
At the workers fighting
Through the pouring rain
She's searching through the stations
For an unfamiliar song
And she's pictures all the places
Where she knows she still belongs
And she smiles the secret smile
Because she knows exactly how
To carry on

So run baby run baby run baby run
Baby run

From the old familiar faces and
Their old familiar ways
To the comfort of the strangers
Slipping out before they say
So long
Baby loves to run

22 de out. de 2006

Toquinho - "Canção pra Jade"


Desde quando eu te vi
Tudo ficou mais lindo:
A rua, a lua, o sol no céu luzindo.
Olhando teu olhar,
Ouvindo a tua voz
Chego a não crer,
A me surpreender, feliz, sorrindo.

Estrela singular
Da luz do amor nascida.
Antieclipse lunar da minha vida.
A cada passo teu
Segue meu coração,
Por entre os móveis,
Calçadas, parques e avenidas.

Viva cada instante, viva cada momento,
Proteja da razão teu sentimento.
Tente ser feliz enquanto
A tristeza estiver distraída.
Conte comigo
A cada segundo dessa vida.

E o tempo vai passar
Ao longo dessa estrada.
Novas estórias lhe serão então contadas.
E você vai crescer,
Sonhar, sorrir, sofrer
Entre vilões, moinhos, dragões e poucas fadas.

O Leo recebeu um violão na sexta e a gente ficou tocando e cantando algumas músicas, foi legal pra mudar o som de casa... Mesmo que isso tenha custado uns calos nos dedos dele, mas em compensação vieram dois sacos com bolinhas pra ficar estourando, ou seja, o meu papel e do Paulo foi fazer a percussão com isso... foi divertido, ainda tenho um saquinho aqui pra estourar.

Essa música de cima é do Toquinho, tava ouvindo hoje e achei a letra legal, depois eu vou postar alguns posts que eu tô devendo. Pra ouvir, clica aqui.

Abraços pra todos que passam por aqui =)

17 de out. de 2006

Sinal de Evento Ativador no Cosmos

Não nos custa tentar =D Eu já fiz meus pensamentos...

É o começo de um dos eventos ativadores que chegam até o ano 2013. Um raio pulsante ultravioleta (UV), irradiado desde as dimensões mais altas do Universo-2. Ele cruzará caminhos com a Terra. No dia 17 de outubro, a Terra receberá e permanecerá neste raio UV no entorno de 17 horas de nosso tempo. Esse raio entrará em ressonância com o chakra do coração. É de natureza radiante fluorescente, de cor azul-magenta. Ainda que ressoando nessa banda de freqüência, estará mais longe do espectro de cores de vosso Universo-1, no qual vós e a Terra estão organizados. No entanto, será importante, devido à natureza de vossa alma e grupos de almas que operam desde as bandas de freqüência do Universo-2, aceitar esta possibilidade.

O efeito é que, durante esse período, cada pensamento e emoção serão multiplicados intensamente por um milhão. Isso mesmo: tudo será amplificado em um milhão de vezes ou ainda mais. Cada pensamento, cada emoção, cada intenção, cada desejo, sem importar o que seja: bom, ruim, insalubre, positivo ou negativo, será amplificado um milhão de vezes em potência.

O que significa isso?

Dada que toda a matéria manifestada é o resultado dos vossos pensamentos, significa que esse raio potenciará os pensamentos focados no que cada um deseja, os materializando a um ritmo acelerado e os manifestando um milhão de vezes mais rápido do que normalmente nossos desejos acontecem.

Para quem não compreende: vossos pensamentos, naquilo em que os concentrais, cria vossa realidade. Assim, esse raio UV pode ser uma ferramenta perigosa. Se focados em pensamentos que são, a vosso gosto, negativos, eles se manifestarão em vossa realidade quase instantaneamente. Mas também esse mesmo raio pode ser um presente, se for do vosso desejo que assim seja.

Vossos pensamentos podem ser de quaisquer natureza que escolheres, mas lembrem-se que, seja qual for o enfoque, será feito manifesto num marco de tempo relativamente mais rápido do que o previsto. Tudo o que se pede são pensamentos de amor, prosperidade, cura, riqueza, bondade e gratidão.

Este raio UV entrará em plena atividade o dia 17 de Outubro de 2006. Sem importar em que região horária estejas. Acontecerá desde as 10h17 (a.m.) do dia 17 de Outubro até 01h17 (a.m.) do dia 18 de Outubro. A hora cúspide será às 17h10 (05h10 p.m.) do dia 17 de Outubro.

Não é necessário estar em estado meditativo todo este tempo, ainda que seja útil.

A hora clave principal, sem importar os fusos horários de donde vives, terá a cúspide às 17h10 (05h10 p.m.). É bom lembrar. Talvez a esta hora possas encontrar um sítio ou lugar tranqüilos para se concentrar. Melhor em meio à natureza, como se fosse uma enorme árvore ou nas ondas do mar. Se concentrem no que desejam. O que se necessita para servir a toda a Terra e à Humanidade são pensamentos positivos, de natureza amorosa.

Pedimos que enviem essa mensagem a todos os vossos conhecidos que queiram se utilizar deste evento ativador cósmico para se concentrarem em pensamentos positivos de boa vontade. Esta é vossa oportunidade de recuperar o que é vosso por direito, isto é: a Paz e a Prosperidade para si próprio, para toda a Terra e o gênero humano.

Isso é um presente, um salva-vidas proveniente do universo, por assim dizer, em resposta a vossas preces. O que façam com ele, de escolher participar ou não, é da vossa eleição...

11 de out. de 2006

Dê um abraço em alguém...

Tem um clipe do Dave Matthews Band chamado "Everyday", em que o cantor sai nas ruas abraçando quem passa. Esse vídeo aí abaixo é basicamente a mesma coisa, sendo que virou uma campanha. Deu uma vontade enorme de sair abraçando todo mundo, mas infelizmente eu tô longe de casa e, portanto, não posso fazer isso. Mesmo assim, eu dei abraços e me comovi ao ver o abraço dessa primeira senhora, lembrei da Vovó e do Vovô, nos abraços que eu dei neles...

Quando chegar em Dezembro, vou correndo pra abraçar quem quiser ser abraçado. Se precisar de um abraço, não hesite em me pedir um ^_^

Amo vocês


Vídeo interessante

Eu estava navegando hoje no YouTube (site de vídeos na internet - recentemente adquirido pelo Google) e assisti esse vídeo que serve pra refletir no que devemos fazer e no que é feito (ou não) no mundo para melhorá-lo.

As palavras que aparecem no final do vídeo são, nessa ordem: ÓDIO AMOR ESPERANÇA PAZ GUERRA VERDADE FRACASSO MENTIRAS RELIGIÃO SEXO GANÂNCIA RIQUEZA POBREZA VIDA MORTE CONSCIÊNCIA...


7 de out. de 2006

Música Brasileira


Num tem nada melhor !! Voltei às minhas raízes e fiquei ouvindo Capital Inicial hoje de manhã, lembrei do show que teve com eles lá no Mucuripe novo, muito massa !! Lembro que eu tava ouvindo as músicas do CD novo [Gigante!] antes de sair de casa, pra ver se decorava alguma letra =P Acho que foi uma das poucas vezes que saí com os meus primos (João Paulo e o Germano) pra shows assim, mas a gente gostou muito, mesmo tendo que esperar 2h30 a 3h pro Capital subir no palco - eles atrasaram.

Lembro quando eu ganhei o CD Acústico MTV deles e também quando eu ouvi as mesmas músicas nas gravações dos anos 80 - realmente gostava quem era fã, porque o arranjo do acústico ficou beeeeem melhor. Mas se eu for falar de Anos 80 aqui, eu me perco e passo anos falando como eu gosto dessa época (falando nisso vai ter show hoje com o Luciano do Trem da Alegria e com a Simony na festa 20 e Poucos Anos - festa essa que não compareci ainda, mas anseio a cada edição).

Pois bem, depois que conheci Capital, eles tornaram-se uma das minhas bandas nacionais preferidas, muito bom ouvir o som deles, alegre, meio punk =P, de atitude (Veraneio Vascaína), de sons graves e pesados que penetram nos ouvidos e não saem da mente...

O som da guitarra rasgando o ar, junto com a bateria marcando o peso da música, faz dessas umas das mais animadas deles:

"É preciso coragem pra recuperar seu instinto salvagem,
E não importa quantos vão se machucar,
Não importa quantos vão te escutar,
Não importa quantos vão se machucar,
Não importa quantos vão te escutar..."

[bateria]

(Capital Inicial - "Instinto Selvagem")

E nesse final de semana, num vai ter pra compositor estrangeiro não, vai ser música brasileira mesmo !!

Abraços

Queria tá lá em Madri pra ter visto essa Lua:

2 de out. de 2006

Conhecendo essa "maravilhosa" cidade...

Sábado de madrugada

Atividade: Dormir
Horário: 2h da matina

Domingo de manhã

Atividade: Acordar
Horário: 8h da madrugada
Motivo: Se reunir com equipe às 9h na faculdade pra fazer trabalho de Engenharia de Software

Aí depois que terminou eu fui à missa. Quando saí de lá, almocei na Union e resolvi alugar a máquina fotográfica, foi a melhor coisa que eu fiz. Já que eu ia voltar a pé, tinha que aproveitar os 45 minutos de andança nesse solzinho ameno de 34 graus.

Love library (biblioteca onde eu peguei a máquina)

Aí no caminho eu fui registrando fatos curiosos da peculiar vida americana, entre os quais vi isso:

(deve ter gente muito feia aí, dois espantalhos na porta
e ainda mais um esqueleto de boas vindas =P)

(acho que o morador deve viver fazendo fotossíntese ou então tem mania de ar puro)

(acessibilidade, essa é uma questão fundamental aqui.
Essa cabine é uma máquina de teletransporte pra entrar na igreja, ou seria no céu? Humm)

(pergunta: o que faz um hidrante em um cruzamento no nada ??
com um rio e um lago por perto?? Esses americanos...)

Eis o lago...

Vixe, tenho que andar mais rápido... =P

Hum... esquerda ou direita ? ou tô ficando bebo ?

Tipo, nessa terra tem tubarões no esgoto ???
[NO DUMPING, LEADS TO STREAM]

E finalmente eu chego em casa, depois de 50 minutos de caminhada =P

Até o próximo tour... que eu espero que não seja sob esse sol de toscana